ARC Raiders abandonou modelo gratuito, inspirado em Helldivers 2

O sucesso de ARC Raiders não veio por acaso. O novo jogo de tiro cooperativo da Embark Studios já ultrapassou a marca de 12 milhões de cópias vendidas em apenas 2 meses, mesmo adotando um modelo tradicional de venda, longe do formato gratuito para jogar que domina o mercado atual.


Em entrevista recente à imprensa, o CEO da Embark Studios, Patrick Söderlund, explicou por que a equipe decidiu abandonar a ideia de lançar o jogo gratuitamente. Segundo ele, títulos como Helldivers 2 serviram como referência direta para essa mudança de estratégia.

De acordo com Söderlund, a equipe analisou o espaço ocupado por jogos pagos de sucesso e concluiu que era ali que queria posicionar ARC Raiders. O executivo afirmou que não sabe dizer se a decisão foi certa ou errada, mas destacou que o jogo é “relativamente acessível” dentro do padrão atual da indústria.

O preço de 40 dólares foi definido após longas discussões internas. Como ARC Raiders não conta com uma campanha tradicional para um jogador, os desenvolvedores não queriam que o valor se tornasse um obstáculo para o público. A ideia, segundo Söderlund, foi fazer com que os jogadores sentissem que o jogo “vale totalmente os 40 dólares”, especialmente considerando o tempo que passam dentro dele.

A estratégia parece ter funcionado. O título se consolidou rapidamente como um dos principais nomes do gênero extraction shooter, combinando missões contra inimigos controlados pela inteligência artificial com confrontos opcionais entre jogadores, conhecidos como PvP, sigla para player versus player.

Em outras declarações recentes, Söderlund também deixou claro que o estúdio não pretende incentivar excessivamente o PvP, reforçando que o foco do jogo não é sair atirando em outros jogadores. Além disso, ideias para adaptações de ARC Raiders em séries de TV e filmes já estão sendo apresentadas ao estúdio, mostrando que a franquia pode ir além dos videogames.

A aposta em um modelo pago, inspirada por Helldivers 2, indica que ainda há espaço no mercado para jogos multiplayer premium, desde que entreguem uma experiência sólida e percebida como justa pelo consumidor.

Aponte erros neste texto: contact@iplegal.com.br.

Postar um comentário

0 Comentários