CEO da Nvidia critica discurso alarmista sobre IA

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou que o tom excessivamente negativo em torno da inteligência artificial (IA) está prejudicando a indústria, a sociedade e até governos. Segundo o executivo, a disseminação de um discurso apocalíptico sobre a tecnologia cria medo desnecessário e atrasa avanços importantes.



Huang comanda a Nvidia, empresa que alcançou valor de mercado estimado em US$ 4,502 trilhões, o maior do mundo. Em entrevista recente ao podcast No Priors, ele comentou a ideia de uma suposta “IA divina”, conceito que associa a tecnologia a uma entidade todo-poderosa e fora de controle.

Para o executivo, esse cenário não é realista. Huang afirmou que pesquisadores não têm capacidade razoável de criar uma inteligência artificial capaz de compreender, de forma suprema, linguagens humanas, genéticas, moleculares, de proteínas, aminoácidos e até da física ao mesmo tempo. Segundo ele, essa chamada “God AI” simplesmente não existe.

O CEO da Nvidia destacou que a inteligência artificial deve ser vista como a próxima grande evolução da indústria de computação. Ele argumenta que diversos setores já dependem da tecnologia e continuarão precisando dela nos próximos anos e décadas, independentemente de medos ou especulações extremas.

Huang também criticou a narrativa de que uma única empresa, país ou Estado poderia dominar totalmente a inteligência artificial. Para ele, esse tipo de visão é exagerada e pouco útil para o debate público. O executivo questionou o sentido de interromper o progresso tecnológico com base em cenários hipotéticos de fim do mundo.

O crescimento acelerado da inteligência artificial, no entanto, segue dividindo opiniões. Há preocupações com perda de empregos, uso indevido da tecnologia e criação de informações falsas cada vez mais convincentes. Esse cenário alimenta críticas constantes vindas tanto do público em geral quanto de figuras influentes.

Na avaliação de Huang, esse pessimismo recorrente tem sido extremamente prejudicial. Ele afirmou que pessoas respeitadas ajudaram a fortalecer uma narrativa fatalista, inspirada em ficção científica, que não contribui para o avanço responsável da tecnologia.

Segundo o CEO, esse tipo de discurso não ajuda indivíduos, empresas, governos nem a sociedade como um todo. Huang ainda questionou quais seriam as reais intenções de quem insiste em espalhar esse tipo de visão alarmista.

O debate sobre inteligência artificial promete continuar polarizado, inclusive dentro da indústria de games. Recentemente, o uso de IA generativa levou o jogo Clair Obscur: Expedition 33 a perder o prêmio de Jogo do Ano no Indie Game Awards, evidenciando como o tema segue sensível e controverso.

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