Criadores de Stranger Things revelam inspiração em Baldur’s Gate 3

Stranger Things encerrou sua jornada após quase uma década no ar. O episódio final, lançado na Netflix no dia primeiro de janeiro, contou com cerca de duas horas de duração e marcou o desfecho das principais tramas construídas ao longo de dez anos, emocionando milhões de fãs ao redor do mundo.


Em entrevista recente, os irmãos Matt e Ross Duffer, criadores da série, revelaram qual jogo inspirado no universo de Dungeons & Dragons serviu como principal referência para a batalha final contra Vecna e a entidade conhecida como Mind Flayer.

A conversa foi publicada pela revista Variety e detalhou bastidores do encerramento da produção, o processo criativo e as decisões narrativas adotadas para concluir a história dos personagens de Hawkins.

No trecho sobre o confronto decisivo, Matt Duffer explicou que a cena foi diretamente influenciada por jogos de RPG tático, em especial Baldur’s Gate 3, título ambientado no mesmo universo de Dungeons & Dragons. O criador afirmou que a intenção era retratar uma vitória só possível graças ao trabalho em equipe dos protagonistas.

Segundo ele, a batalha final foi construída com a lógica de uma “party”, termo comum em RPGs que define o grupo de heróis, em que cada personagem contribui com habilidades próprias. A ideia era mostrar que todos haviam superado seus conflitos pessoais e estavam prontos para agir de forma conjunta no momento decisivo.

Nos videogames e em jogos de mesa de RPG, essa estrutura cooperativa é essencial para derrotar inimigos com grande poder, algo que os Duffer buscaram traduzir visualmente na série. O conceito reforça a importância de estratégia, habilidades complementares e sinergia entre os personagens.

Embora Stranger Things utilize nomes como “Mind Flayer” e “Vecna”, essas designações funcionam mais como referências culturais adotadas pelos adolescentes fãs de Dungeons & Dragons dentro da própria narrativa. As criaturas não são, de fato, as mesmas versões presentes no material original, mas interpretações inspiradas em suas características.

Já Baldur’s Gate 3 segue mais fielmente o universo oficial de Dungeons & Dragons, mantendo classes, criaturas, mecânicas e estruturas tradicionais do RPG de mesa.

Com esse diálogo entre cultura pop televisiva e jogos de RPG, o desfecho de Stranger Things reforça a ligação histórica da série com o imaginário de Dungeons & Dragons, presente desde sua primeira temporada e mantido como parte essencial de sua identidade narrativa até o último episódio.

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